O setor hoteleiro chega a 2026 em um ambiente de estabilidade moderada e desafios crescentes. As perspectivas apontam para um cenário de demanda estável, mas com incremento de receita sustentado pela elevação da diária média. Mais da metade dos hoteleiros projetam crescimento de 5% a 10% na DM, enquanto 58% esperam uma variação de ocupação inferior a 5%.
O retorno dos feriados prolongados, ausentes em 2024 e 2025, é visto como um dos principais impulsionadores da demanda de lazer — o que deve beneficiar destinos turísticos e propriedades preparadas para maximizar a ocupação nesses períodos. Ainda assim, a alta sensibilidade a preços e o cenário econômico devem manter o crescimento orgânico dentro de uma faixa moderada, dependendo de fatores como localização, categoria e engajamento nas oportunidades estratégicas.
Para Mariana Chetto, especialista em RM e COO da Téssera, “ a hotelaria brasileira mantém avanço em diárias e receita, mas a margem GOP caiu em 2025 e essa é uma tendência de alerta para 2026″, afirma ela. Ela abordou o assunto de forma detalhada em Live exclusiva realizada em outubro.
A pergunta que deve ser feita é: o que os hotéis que mais cresceram têm em comum?
- Clientes satisfeitos,
- Ativos reformados,
- Diversificação de receitas,
- Eficiência operacional
- Adoção de práticas de RM e Marketing.
Então, o que vai mudar o jogo em 2026?
2026 será um ano não de euforia, mas de precisão estratégica. Crescerá quem souber alinhar preço, experiência e eficiência, transformando cada ponto de contato com o hóspede em uma oportunidade real de rentabilidade.
Apesar das previsões de crescimento serem tímidas, Mariana prevê para os clientes Téssera um aumento de RevPar de até 12%, acima do projetado pela mercado, apostando em estratégias que podem fazer a diferença.
“Os hotéis precisarão olhar além da ocupação e repensar suas estratégias a partir de novos pilares”, diz ela. “ Renovação de ativos, RM e marketing de experiência estão entre as tendências que devem se destacar na busca de maximizar resultados”. acredita. ”
As cinco frentes que devem “mudar o jogo” são:
- Reformas e atualizações estruturais
Hotéis reformados crescem, em média, 20% a mais em receita. Reinvestir em infraestrutura é garantir competitividade, percepção de valor e possibilidade real de aumento de tarifa. - Melhoria da experiência do hóspede e reputação online
A satisfação do cliente está diretamente relacionada à elasticidade de preço. Um bom NPS (Net Promoter Score) é, hoje, um ativo de receita. - Exploração de receitas auxiliares
Além da hospedagem, receitas de A&B, wellness, experiências locais e eventos tornam-se cruciais para ampliar a rentabilidade, já que apresentam custos variáveis menores e alto potencial de consumo do hóspede já captado. - Efetividade em Revenue Management e automação de dados
Hotéis com RM estruturado crescem até 15% a mais no RevPAR. O investimento em automação, análise de dados e precificação dinâmica é uma das maiores vantagens competitivas para 2026. - Eficiência operacional e controle de custos
Em um ambiente de custos crescentes, a produtividade deve ser tratada como prioridade. Ferramentas tecnológicas, benchmarking de gastos e metas internas são fundamentais para preservar margem.
Se quiser conversar mais sobre o tema, entre em contato com a gente pelo whatsapp.




