O termo ESG é uma sigla em inglês para Environmental, Social and Governance, traduzido como Ambiental, Social e Governança. Criado inicialmente para orientar investidores sobre práticas responsáveis em empresas, o ESG hoje se consolidou como um parâmetro fundamental para a reputação e sustentabilidade de qualquer negócio, incluindo o setor hoteleiro.
“Mais do que uma tendência passageira, ESG se tornou critério de escolha para consumidores mais conscientes, que priorizam empresas alinhadas com valores como responsabilidade ambiental, inclusão social e transparência“, acredita Franklin Mira, CEO da Téssera Hospitality, empresa de Gestão de Receita Hoteleira. “Para o setor de hospitalidade, isso é particularmente relevante: hotéis e pousadas lidam diretamente com pessoas, comunidades e o meio ambiente – ou seja, estão na linha de frente da experiência e da percepção do cliente“, completa.
Adotar o ESG, portanto, não é apenas uma questão ética ou de imagem, mas também uma poderosa ferramenta de fidelização e diferenciação de marca em um mercado cada vez mais competitivo.
A hotelaria e o papel estratégico na agenda ESG
A indústria hoteleira tem um impacto significativo nas dimensões ambiental e social. Desde o consumo de energia e água, até as relações com colaboradores, fornecedores e comunidades locais, os hotéis estão constantemente tomando decisões que podem (e devem) ser mais sustentáveis.
Implementar práticas ESG em hotéis e pousadas é um caminho estratégico, que melhora a percepção da marca, atrai novos públicos e gera valor de longo prazo. Além disso, cada vez mais hóspedes, especialmente das gerações mais jovens, preferem se hospedar em locais que demonstram compromisso real com causas socioambientais.
Mas como fazer isso na prática? Exemplos de ESG na hotelaria
Pilar Ambiental (E – Environmental)

-
Redução de consumo energético com uso de lâmpadas LED, sensores de presença e aquecimento solar;
-
Gestão eficiente de água, com reutilização de água da chuva para irrigação e instalação de redutores de vazão em torneiras;
-
Descarte consciente de resíduos, com coleta seletiva, compostagem e eliminação de plásticos de uso único;
-
Incentivo à mobilidade sustentável, como disponibilização de bicicletas para hóspedes.
Pilar Social (S – Social)
-
Valorização dos colaboradores, com programas de capacitação, remuneração justa e condições dignas de trabalho;
-
Incentivo à diversidade nas contratações e inclusão de minorias;
-
Relacionamento com a comunidade, promovendo a economia local por meio da compra de insumos regionais e parcerias com artesãos e guias turísticos locais;
-
Acessibilidade para pessoas com deficiência.
Pilar de Governança (G – Governance)
-
Gestão ética e transparente, com definição clara de regras internas e canais de denúncia;
-
Conformidade com normas e regulamentos do setor;
-
Participação de stakeholders nas decisões estratégicas, como ouvir feedbacks de hóspedes e colaboradores;
-
Controle de riscos e auditorias regulares que garantam a integridade da operação.
ESG é para todos: grandes redes e pequenos negócios
Outro ponto importante destacado pelo CEO Franklin Mira é que não é preciso ser uma rede internacional ou ter um orçamento milionário para colocar o ESG em prática. Pelo contrário: os princípios ESG podem (e devem) ser adaptados à realidade de cada hotel ou pousada, independentemente do porte.
“Acreditamos e passamos para nossos Cliente a ideia de que o hoteleiro que investe em ESG colhe resultados mais sólidos: desde a fidelização do hóspede e aumento de reservas, até a redução de custos operacionais e valorização do seu negócio. Ao abraçar essa agenda, o empresário também se posiciona como um agente de transformação em sua região, contribuindo para um turismo mais responsável e sustentável.” Franklin Mira
Por isso, vá além do discurso. Repensar práticas e investir em melhorias sustentáveis é um diferencial competitivo e uma atitude de liderança. ESG não é luxo, é estratégia – e está ao alcance de todos.




