Conheça o perfil do turista brasileiro em 2026

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Conheça o perfil do turista brasileiro em 2026

O ano de 2026 consolida o viajante brasileiro como um consumidor altamente estratégico e focado em personalização. A viagem deixou de ser um roteiro padronizado para se transformar em uma extensão direta de seus gostos pessoais, hobbies e da busca por bem-estar. Para os hoteleiros, compreender essa busca por experiências imersivas e autênticas é a base fundamental para traçar estratégias de precificação, distribuição e Revenue Management (Gestão de Receitas) eficientes.

Raio-X do Viajante em 2026

Com base em pesquisas recentes sobre o setor, o perfil do brasileiro neste ano é guiado por prioridades claras e pela conexão genuína com o destino:

A. A Viagem como Prioridade Máxima e Foco no Doméstico Apesar de ser estratégico com o orçamento, o brasileiro não abre mão de viajar.

  • Comportamento: Segundo pesquisa da Toluna, 53% dos brasileiros consideram viajar uma prioridade máxima em 2026. Além disso, o foco está na exploração do próprio país, com 74% planejando realizar viagens domésticas.
  • O que buscam: Qualidade na entrega. Eles planejam com inteligência para garantir que a viagem ocorra, buscando o melhor custo-benefício dentro do Brasil.

B. Experiências Personalizadas e Guiadas por Hobbies O roteiro engessado de pontos turísticos tradicionais perdeu força. O destino e a hospedagem são escolhidos com base nos interesses individuais de cada hóspede.

  • Comportamento: Há uma alta busca por turismo de nicho, focado em hobbies (como cicloturismo, gastronomia específica, observação de aves ou fotografia) e em destinos de natureza que permitam o chamado digital detox (desintoxicação digital) e foco no bem-estar físico e mental.
  • O que buscam: Hotéis que entendam suas paixões e ofereçam estrutura ou curadoria para que pratiquem seus hobbies durante a estadia, além de ambientes que promovam relaxamento real.

C. Imersão, Autenticidade e Conexão Local O hóspede atual recusa a experiência “enlatada” para turistas. Ele quer viver a essência do destino de forma imersiva.

  • Comportamento: O desejo por autenticidade é tão grande que 39% dos viajantes fazem questão de explorar mercados locais, supermercados e mercearias regionais em busca de sabores genuínos e produtos locais, em vez de focar exclusivamente em restaurantes badalados ou atrações de massa.
  • O que buscam: Conexão direta com a cultura, a culinária do dia a dia e a comunidade do entorno do hotel.

Como traduzir esse perfil em estratégias para maximizar sua receita?

Transformar essas tendências em um RevPAR (Receita por Quarto Disponível) mais alto pede um ajuste de tática:

  • Monetização de Nichos e Hobbies (Pacotes Temáticos): Se o viajante busca experiências atreladas a hobbies e bem-estar, crie tarifas empacotadas. Por exemplo, um pacote “Digital Detox” (que inclua massagem, acesso a trilhas e um menu saudável) ou um pacote voltado para ciclistas (com mapa de rotas locais e kit de hidratação). O ticket médio desses pacotes segmentados é consideravelmente superior ao da tarifa padrão (BAR).
  • Foco na Demanda Doméstica (Geotargeting): Sabendo que 74% planejam viagens domésticas, as campanhas e ofertas devem ser focadas em tarifas regionais. Utilize promoções geolocalizadas em OTAs (Booking, Expedia) ou no motor de reservas direto para atrair viajantes de estados vizinhos ou de capitais emissoras próximas.
  • Receitas Acessórias (Ancillary Revenue) com Foco no Local: Aproveitando que 39% dos hóspedes exploram mercados locais em busca de autenticidade, traga essa experiência para dentro do hotel. Substitua itens industrializados do frigobar por uma curadoria de produtos da região (doces artesanais, cafés locais, souvenirs feitos pela comunidade). Isso aumenta a conversão de vendas extras no quarto, com maior margem de lucro.
  • Precificação Estratégica para o “Viajante Estratégico”: Como a viagem é prioridade (53%), mas o orçamento é analisado de perto, incentive compras antecipadas (Early Bird). Utilize tarifas não reembolsáveis com descontos atrativos para garantir ocupação base meses antes da data do check-in.

Para maximizar os resultados financeiros em 2026, a chave do sucesso está em o hotel encontrar o seu nicho de atuação e mapear detalhadamente a jornada de compra do seu cliente ideal. Entender os gatilhos que levam esse hóspede da fase de inspiração (a busca por um hobby ou detox) até o clique final de reserva permite que o hoteleiro posicione a oferta certa, no canal adequado e com o preço exato. Ao cruzar a vocação natural da propriedade com os interesses específicos do viajante, o hotel deixa de competir em uma guerra tarifária predatória e passa a lucrar entregando valor, autenticidade e pertencimento.

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